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Novo diretor-geral da PF toma posse no Ministério da Justiça

Ministério da Justiça; Foto: Ronaldo Caldas/MJ - 11/11/2017

Fernando Segóvia sucede Leandro Daiello e anuncia a abertura de novas operações de combate à corrupção

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, desejou felicidades e sucesso ao delegado Fernando Segóvia ao empossá-lo como diretor-geral do Departamento da Polícia Federal, na tarde desta sexta-feira (10), na sede do ministério. Segóvia substitui o delegado Leandro Daiello, que ficou seis anos e 10 meses no cargo.

Acompanhado do secretário nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz, e do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Renato Dias, Torquato Jardim deu boas vindas e apresentou seus auxiliares à Segóvia. “Esse é o time que vai te ajudar, conte conosco”, disse. "Esta equipe está integrada e à disposição para os árduos desafios que o Brasil tem", afirmou Torquato.

Em rápida entrevista após a posse, Segóvia afirmou que pretende reforçar o combate à corrupção. Questionado especificamente quanto à Operação Lava Jato, respondeu que não só pretende aperfeiçoá-la, mas abrir outras frentes de investigação.

“A Lava Jato na realidade é uma das operações de combate à corrupção no país. O que a PF pretende é aumentar, ampliar o combate à corrupção. Então não será só uma ampliação, uma melhoria na Lava Jato, será em todas as operações que a PF já vem empreendendo. Bem como ampliar, criar novas operações”, disse o novo diretor-geral. “Pode ter uma única certeza: a corrupção nesse país é sistêmica, mas existe a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e vários outros órgãos que a combatem e nós pretendemos continuar cada vez mais fortes nesse combate.”

Segóvia também respondeu sobre ingerência política na PF. “A política, na realidade, faz parte da vida do ser humano, então como diretor-geral eu tenho que realmente trabalhar politicamente com vários órgãos, várias instituições, o que não quer dizer que a gente não combata os crimes, que são cometidos por pessoas. As instituições não cometem crimes, as pessoas cometem crimes. Nas empresas, os funcionários cometem crimes, as empresas não cometem crimes. Então o que nós precisamos é melhorar talvez as investigações, é melhorar o foco das investigações e aí combater melhor esse tipo de crime, combatendo, na realidade, a essência da corrupção. Nisso a gente vai trabalhar em parceria com o Ministério Público Federal e com outras organizações para tentar melhorar esse combate.”

Sobre as mudanças que pretende fazer na cúpula da corporação, Fernando Segóvia informou que já teve reuniões com os diretores e superintendentes regionais e todos estão tranquilos. "A gente está começando a trabalhar o processo de transição natural dentro da Polícia Federal. Pretendemos continuar o trabalho e é natural que, com o tempo, haja mudanças", explicou. “Com certeza sempre tem gente que tá cansado e quer sair, e tem gente que tá novo e quer entrar, isso é natural.” 

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