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Hora de Morder

Prof. Dr. Túlio Jorge R. de M. Chegury - Advogado, colunista do JusTocantins - (63) 8404 74 84 Operadora Vivo - 23/09/2017

Tempos estranhos estes que vivenciamos em nossa existência. Confesso que encontro-me perdido entre tantas situações um tanto quanto “modernas”, ou talvez, “inovadoras”, mas, ao meu sentir, que estão a revirar o mundo de cabeça para baixo.

Talvez esteja eu errado, afinal meu modo de “achar” por mais moderno que seja é ainda nos moldes de minha criação, lá pelas bandas de Minas Gerais, da educação de meus pais e de meus Avós, Dona Tiana e “Seu Chico Borracheiro”.

Realmente esquisito de assistirmos em uma novela em que todos os da família podem assistir, por mais tarde que seja seu horário de exibição, as cenas conflitantes no que se refere à educação sexual, gênero, e até mesmo cenas de incitação ao crime, mas, parece que tudo pode, e ninguém pode se levantar contra estes fatos, pois será rotulado de preconceituoso e ainda poderia ferir a imagem ou “direitos” da minoria. Mas podem ferir meus pensamentos e meu modo de achar a vida?

Tenho em minha residência três cães, sendo dois pequenos, destes cheios de frescuras e fricotes, e um cão de guarda dos moldes tipo brutão. Mas o que me chama a atenção é que os pequenos fazem muito mais alarde e barulho que o brutão, este fica apenas a observar a histeria dos pequenos de forma quieta em seu canto. Conto isto para fazer uma pequena comparação com nossa sociedade, qual seja, as minorias ou os “perseguidos” são para minha analise como os pequenos cães aqui de casa, enquanto a grande maioria da sociedade é como o cão grande e bruto, mas que fica silente ante tudo o que os pequenos fazem e aprontam. Na verdade a sociedade se acovarda como medo de ser criticada, enquanto a minoria apronta de tudo contra todos.

A mais recente histeria que se apresenta é a fala do General de Exército Mourão, ao pontuar suas opiniões pessoais em um evento fechado e restrito de uma Loja maçônica de Brasília, onde este colocou seu ponto de vista, no qual menciona que as forças armadas estão prontas para desempenharem seu papel Constitucional em defesa de Nosso País, em detrimento dos fatos criminosos e vergonhosos que assolam o Brasil.

As pessoas que formam as forças armadas brasileiras possuem o direito de pensarem e, sobretudo, emitirem suas opiniões pessoais, mesmo que tais opiniões não reflitam a posição institucional. Mas, mesmo que assim não seja, as Forças Armadas, estão hoje como meu grande cão de guarda, silente e observando a tudo, enquanto os cachorrinhos estão fazendo suas travessuras, mandos e desmandos, como estão fazendo a criminalidade e aqueles que utilizam - se do poder Estatal para apropriarem – se da coisa pública. Mas, pode ocorrer como às vezes ocorre aqui em casa que o Lorenzzo (nome de meu cão de Guarda) dá aquele latino forte e pontual chamando a atenção dos pequeninos Logan e Jully (nome dos cães pequenos), que se assustam e por um tempo se aquietam, mas também às vezes os pequenos levam algumas mordidas. Acredito que o General Mourão e seus pares ainda estejam apenas dando pequenos latidos, mas em breve, se os malfeitores da vida pública e as minorias não se controlarem serão mordidos.

 

                                                           Na minha humilde opinião já passou da hora de umas boas mordidas, e eu com certeza não irei ajudar a segurar o cabresto de nosso cão de guarda......Senta a Pua....

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