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Eleições OAB 2018

Prof. Dr. Túlio Jorge R. de M. Chegury - Advogado, colunista do JusTocantins - (63) 8404 74 84 Operadora Vivo - 12/02/2017 - 13/07/2018

A seleção Brasileira de futebol foi desclassificada da copa do mundo, ou seja, a paixão pelo mundial de futebol passou face não mais estarmos competindo.

A temporada de praias do Tocantins esta em sua primeira quinzena, levando muitas pessoas para os acampamentos ou mesmo para pequenas férias de julho nas praias de nossos rios, o que traz certa calmaria momentânea em todos os aspectos. Mas, mesmo em um período ameno, as tratativas políticas estão em plena agitação em todos os níveis e sentidos.

As discussões em torno dos acordos políticos para as eleições gerais de 2018 estão em curso, tendo varias manobras em todos os grupos políticos de nosso estado e também a nível Nacional.

Mas, além das eleições gerais existe outra eleição que se aproxima, de natureza classista, que esta já há muito movimentando os advogados tocantinenses. Neste ano de 2018 também ocorrerão eleições para a Ordem dos Advogados do Brasil em todo o território nacional, o que vem criando grande agitação no meio jurídico, principalmente em nosso Estado.

Não cabe aqui nominar os grupos e nem mesmo os pretensos candidatos, afinal todos nós sabemos quais serão os que almejam o assento da presidência da ordem.

A reflexão que fazemos neste instante e que todos necessitam analisar é qual o papel efetivo que queremos para nossa instituição representativa, se mera instituição cobradora de anuidades, ou uma instituição representativa que como no passado foi protagonista e que sempre pautava suas ações em defesa dos advogados, da verdadeira justiça, da democracia e da sociedade brasileira.

É verdade que a feição da ordem dos advogados ao longo dos últimos cinco anos mudou. Adentraram aos quadros de nossa querida instituição novos advogados e advogadas, jovens cheios de fibra e determinação, que estão dia a dia trazendo novas iniciativas não apenas para o exercício de nossa profissão, mas também movimentando a própria maquina da Justiça de forma mais viçosa e propositiva.

A ordem deve seguir os mesmos caminhos destes novos profissionais, ser mais atuante e marcante.

Necessitamos de uma ordem dos advogados que venha a levantar a poeira, não transigir com as situações que nos últimos anos estão sendo escancaradas e que não foram alvo de tomadas de atitudes por parte dos dirigentes classistas. A OAB não pode ficar como mera espectadora, vendo a banda passar, sem qualquer tomada de atitude ou posicionamento. Sempre fomos uma instituição presente na vida e no cenário nacional, mas onde estava a ordem nestes últimos anos?  

Como eleitores e membros da OAB, temos a obrigação de participarmos não apenas como meros eleitores, mas também participarmos como candidatos, apresentando propostas e nos posicionando como protagonistas e não meros coadjuvantes.

Conclamo a todos os advogados e advogadas, seja este veterano ou iniciante, que sejam mais participativos nas eleições classistas que estão se aproximando. Que analisem as propostas e os históricos de cada candidato, de cada chapa, que sejam inquiridores das propostas e que exijam que os eleitos elevem novamente o nome da OAB em todos os espaços e em todas as comunidades, como fora no passado.

Não se deixem influenciar pelo pão e circo, pelas festas e pelo glamour. Influencie-se verdadeiramente pelo verdadeiro espirito de luta e combatividade que os advogados e advogadas do passado tiveram e que deixaram como legado.

A OAB não é de ninguém, não tem um nome, e muito menos subserviente a ninguém.

Participem das eleições, doem seu sangue e vistam a camisa da verdadeira democracia.

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